sábado, 9 de maio de 2009

Educação a (muita) distância

No Blog do jornalista Alan Severiano, encontrei vários posts muito interessantes sobre os bastidores da reportagem sobre EAD no Jornal Nacional que a Profa. Elizabeth nos recomendou.

Gostaria de mostrar pra vocês este post em especial que fala sobre os alunos do Acre que repetem a quarta série por falta de turmas da quinta série só para continuar estudando.

http://especiais.jornalnacional.globo.com/jnespecial/2009/04/28/em-busca-do-tempo-perdido-ou-seria-tudo-por-um-personagem/

Apesar de conhecer um pouco sobre a situação da educação no Brasil, não pude evitar de me sentir chocada com estas realidades. Imagino quantas histórias iguais a estas existem neste nosso brasilzão. Ontem meu professor de Pensamento Negro Contemporâneo comentou uma reportagem sobre um senhor de 93 anos que foi ao teatro pela primeira vez, no Rio de Janeiro. Vejo que temos muito, mas muito trabalho pela frente mesmo... tanto na educação como na cultura, nas artes.

Estive em uma turnê pelo interior do Piaui com um grupo de capoeira em 2007 e nós do grupo ficávamos hospedados em escolas de Terezina, União, Canto do Buriti, Parnaíba e cidadezinhas no meio do sertão que eu nem lembro mais o nome, lugares que não tinham nem banheiro (a gente tomava banho de bica ou no rio mesmo).
Na minha experiência nestas cidades, conversando com seus habitantes, eu ficava impressionada como a comunidade se virava em mil para se educar. As professoras mal tinham o Ensino Fundamental completo, eram jovenzinhas que tinham que dar aula para as crianças mais novas. E quantos erros de português eu vi pelos cartazes educativos pendurados nestas escolas! E a dificuldade de acesso a estes lugares... vocês não imaginam o que é o ônibus quebrar no deserto do sertão com o sol a pino, pegar carona nos ônibus dos mercadores, andar até chegar à cidade mais próxima!

Fico pensando se o governo vai se lembrar de proporcionar educação (seja presencial ou seja a distância) a estes lugares esquecidos, não por Deus, mas pela elite...

sábado, 18 de abril de 2009

Museus online

Ali nos meus links eu coloquei endereços de museus que promovem tours virtuais. No ensino de arte, a imagem é tudo. Estas visitas virtuais ajudam nas aulas de história da arte, dando acesso às mais importantes obras de arte e possibilitando o diálogo dos alunos e das imagens. Muitas vezes as pessoas sequer conhecem a Mona Lisa de Da Vinci, ou as obras de Van Gogh. É um meio para democratizar o acesso à grande arte e mais uma excelente ferramenta para as salas de aula.

Pra descontrair :P

Já que eu estava falando como é difícil entrar na internet com o bebê a tiracolo, apresento aqui a "verdadeira" mãe on-line... nada moderna, né! Pois eu vou provar que, muito além de lavar roupa e cuidar das crianças, as mamães conseguem sim se manter atualizadíssimas!



Domínio Público

Nunca é demais divulgar... tanto online como em sala de aula, uma excelente fonte para se trabalhar com os alunos!

http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/PesquisaObraForm.jsp

Tese muito interessante, ainda estou lendo...

Tese muito interessante sobre arte-educação a distância. Vale a pena ler, estou terminando a leitura de uns pontos que depois eu gostaria de comentar com vocês! Abraços.

http://bdtd.bce.unb.br/tedesimplificado/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=223

Artes, EAD e eu

Não tenho experiências concretas em EAD. Para mim esta pesquisa sobre EAD e blogs educativos será muito proveitosa para que eu possa me familiarizar mais com estes conceitos.

Posso apenas dizer que meu interesse pela Educação a Distância começou há dois anos, quando participei de um colóquio sobre arte-educação e cultura visual, promovido pelos professores do IdA/UnB. Assisti a uma palestra com os professores responsáveis pelo ARTEDUCA (http://www.arteduca.unb.br/), o programa de pós-graduação a distância da UnB. Depois, fui a um colóquio em Goiânia no qual assisti a uma palestra na Faculdade de Artes Visuais sobre o ensino de arte a distância, e conheci um pouco a proposta deles sobre a licenciatura a distância (http://www.fav.ufg.br/index.php?sessao=graduacao_licenciatura-ead).

Este semestre tenho tido aulas com o professor Lúcio Teles, de Fundamentos da Arte e Educação. Estudamos a relação do ensino de arte com as novas tecnologias, e serão discutidos temas relacionados à EAD, que pretendo trazer a este blog, além das minhas pesquisas pessoais sobre o tema arte e educação a distância.

Apresentação - uma mamãe na universidade





Olá, queridos colegas!


Não tive a chance de me apresentar durante a primeira aula pois tive que sair correndo - o bebê estava começando a ter febre devido às vacinas que havia tomado. Pois estou assim, correndo aqui e ali, tentando conciliar a vida acadêmica e a maternidade (o que não é uma tarefa das mais fáceis). Loucura ou não, peguei 5 matérias este semestre! Isso tudo pra poder me formar no fim do ano.

Sair com o bebê a tiracolo para a universidade e assistir às aulas com um olho nos professores e outro no Emanuel tem sido uma grande aventura. Por isso peço a compreensão de vocês caso eu não participe tanto quanto gostaria da matéria, meu acesso à internet é raro e é meio difícil digitar com o bebê no colo querendo pegar o teclado!

Aproveito aqui pra reclamar da falta de estrutura da UnB para apoiar as mães universitárias. Falta uma creche, um lugar para deixar as crianças com acompanhamento qualificado, banheiros limpos, fraldário, espaço pra amamentação e alimentação do bebê, o elevador para portadores de necessidades especiais não funciona - outro dia tive que levar o carrinho do baby escada acima no minhocão... E em universidades do exterior existe todo um apoio para as "college moms", deveríamos seguir o exemplo, pois isto reflete a situação da mulher no mercado de trabalho.
Sem contar que a lei que permite exercícios domiciliares é ARCAICA e só dá direito a 120 dias de licença-maternidade, o que é RIDÍCULO porque estes 120 dias contam a partir do 8º mês de gravidez, ou seja, a partir do 2º mês da criança, a mãe tem que voltar aos estudos e deixar um bebê recém-nascido em casa... é impossível.
Faço este protesto para que possamos refletir um pouco. A gente só se dá conta destas faltas absurdas quando necessita de estruturas especiais.

Enfim... sou do bacharelado, mas tenho muito interesse na área de educação. Depois que tive filho comecei a questionar muito sobre o tipo de educação que ele teria e isto me despertou uma vontade de me tornar um agente transformador na educação infantil. Agora também quero cursar a licenciatura e espero ser colega de vocês nas escolas da vida!

Abraços.